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Corredores Ecológicos

Corredores Ecológicos

Corredor geral
Corredor geral - Foto: Ricardo Aranha Ramos

Os corredores ecológicos são instrumentos de planejamento da paisagem com o objetivo principal de garantir que as Unidades de Conservação – UC não se transformem em “ilhas”. Isolar populações animais ou vegetais contribui para a extinção de espécies e por esta razão é ideal que as UC estejam conectadas com seus entornos. Assim, podemos pensar os corredores como “estradas”, que garantem o deslocamento das espécies necessário para a sua sobrevivência nestes locais.

 Os ambientes no interior das UC muitas vezes acabam cercados por uma matriz hostil, como chamamos na ecologia da paisagem. São ambientes (estradas, lavouras, núcleos urbanos etc.) que oferecem riscos às espécies que se deslocam para fora dos limites das UC, como atropelamentos, caça por humanos ou outros animais. Assim, um corredor ecológico bem planejado e implantado evita que estes riscos estejam presentes e permite uma ligação segura entre as UC e as áreas do entorno.

 Cada vez mais presente em diversas regiões do país, os corredores ecológicos são reconhecidos como unidade de planejamento pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC (Lei Federal n.º 9.985/2000), que traz o seguinte conceito:

 Art. 2º (…)  Inciso XIX Corredores ecológicos: porções de ecossistemas naturais ou seminaturais, ligando unidades de conservação, que possibilitam entre elas o fluxo de genes e o movimento da biota, facilitando a dispersão de espécies e a recolonização de áreas degradadas, bem como a manutenção de populações que demandam para sua sobrevivência áreas com extensão maior do que aquela das unidades individuais.

 São também contemplados no Plano Estratégico Nacional de Áreas Protegidas (Decreto Federal n° 5.758, de 13 de abril de 2006), que os reconhece como instrumento de gestão territorial de grandes paisagens, tal como Reservas da Biosfera e Mosaicos. O Plano faz destaque para a gestão destes territórios, onde devem ser consideradas as sobreposições, conflitos, efetividades e benefícios sociais advindos.

 No planejamento e implantação dos corredores ecológicos o envolvimento das comunidades locais é essencial. É uma oportunidade para discutir a conservação e o desenvolvimento de paisagens sustentáveis. Estimular a implantação de corredores ecológicos, além de ser uma forma de garantir a integridade das populações animais e vegetais, é uma maneira descentralizada e participativa de fazer a conservação da biodiversidade, é integrar oportunidades e processos culturais e socioeconômicos à gestão ambiental.

 Conheça aqui estas iniciativas no Rio Grande do Sul.

 

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