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Meio Ambiente e Infraestrutura

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Campos do Sul

Campos Nativos

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O Campos do Sul tem como objetivo garantir a conservação dos campos nativos dos biomas Pampa e Mata Atlântica. Baseado na oferta da assistência técnica especializada, o programa visa incentivar proprietários rurais a adotarem boas práticas ambientais e de manejo, garantindo a proteção dos serviços funcionais e ecossistêmicos dos ambientes campestres e da sua diversidade biológica.

A partir da análise do cadastro, o produtor receberá um certificado de adesão e de conformidade emitido pela Sema. As propriedades poderão se enquadrar nos níveis básico, intermediário ou avançado, dependendo das práticas de manejo e de conservação adotadas.

ORIENTAÇÕES GERAIS DO PROGRAMA

Estabelecem-se os seguintes conceitos e definições para fins de aplicação no reconhecimento da manutenção de área de campo nativo exercendo-se atividades compatíveis com a sua conservação:

Campo natural – Enquadram-se como campo natural, sendo elegíveis para inscrição, áreas que atendam conjuntamente os seguintes critérios:

  • Dominância fisionômica de gramíneas características da região na comunidade herbácea. 
  • Predomínio (>50% da cobertura vegetal medida no nível do solo) de espécies herbáceas nativas no verão
  • Até 30% de cobertura de árvores esparsas
  • Até 70% de cobertura de arbustos (plantas lenhosas arbustivas)
  • Pelo menos 30 anos sem desmatamento ilegal. 

Serviços ecossistêmicos – São as contribuições e benefícios, de natureza tangível ou intangível, que os ecossistemas fornecem para o sustento e o bem-estar humano.

Campo nativo funcional – Campo natural que, por suas características e extensão, cumpre pelo menos parte de suas funções ecológicas e socioculturais originais, incluindo o provimento de serviços ecossistêmicos. Os principais serviços ecossistêmicos vinculados aos campos naturais incluem:

  • Estabilização e proteção do solo e dos recursos hídricos;
  • Purificação da água;
  • Recarga de aquíferos;
  • Resistência contra eventos climáticos extremos (estiagens ou enxurradas);
  • Captura e retenção de carbono atmosférico, contribuindo para a regulação climática
  • Ciclagem de nutrientes;
  • Manutenção de populações de espécies que atuam como predadores, controladores de pragas agrícolas e polinizadores;
  • Provimento de habitat para a biodiversidade nativa (fauna e flora), incluindo espécies migratórias e ameaçadas de extinção;
  • Proteção contra invasões biológicas (sobretudo de plantas);
  • Fornecimento de forragem para a criação pecuária;
  • Provisão de recursos genéticos (em grande parte ainda inexplorados);
  • Formação e manutenção de paisagens que promovem o turismo, servem à recreação e ao lazer, inspiram a cultura, o folclore, as tradições e as artes, e conferem identidade e elementos simbólicos à cultura gaúcha.

Manejo sustentável – Administração dos recursos naturais disponíveis para a obtenção de benefícios econômicos, sociais e ambientais, respeitando-se os mecanismos de sustentação do ecossistema objeto do manejo e considerando-se, cumulativa ou alternativamente, a utilização de múltiplas espécies, de múltiplos produtos e subprodutos da biodiversidade, bem como a utilização de outros bens e serviços.

Pecuária extensiva – Pecuária em que a alimentação animal é feita basicamente a pasto, com pouca ou nenhuma utilização de insumos externos como suplementos alimentares, agrotóxicos e adubos de síntese, e que, normalmente, requer maior disponibilidade de área por animal.

Sistema pastoril extensivo – É o conjunto de tecnologias, práticas de manejo e características, tais como tipos de animal, raças, propósito da criação e tipos de pasto, em que se desenvolve a pecuária extensiva.

 

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