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Oficina debate custos para a conservação da biodiversidade na Mata Atlântica

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O chefe da Divisão de Licenciamento Florestal da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) Diego Melo Pereira, participou de oficina para análise de custos para a conservação da biodiversidade na Mata Atlântica. O evento foi realizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) entre os dias 19 e 21 de junho em Florianópolis, Santa Catarina.

O segundo processo de atualização das Áreas Prioritárias da Mata Atlântica teve início em novembro de 2017, com previsão de encerramento em dezembro de 2018. O trabalho está sendo coordenado pelo Departamento de Conservação de Ecossistemas (DECO) da Secretaria de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente e realizado em parceria com o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), responsável por dar suporte às atividades durante todo o processo. A iniciativa é desenvolvida no âmbito do Projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas na Mata Atlântica, coordenado pelo MMA no contexto da Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável Brasil-Alemanha, parte da Iniciativa Internacional de Proteção do Clima (IKI) do Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da natureza, Construção e Segurança Nuclear (BMUB) da Alemanha. O projeto conta com o apoio técnico da Deutsche Gesellscha fürInternaonale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH e apoio financeiro do Banco de Fomento Alemão (KfW).

Ao longo desse processo está prevista a realização de levantamentos de uma série de informações, consultas a especialistas e oficinas presenciais que envolverão a participação de instituições governamentais, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil e outros representantes da sociedade que tenham relação com o Bioma e que possam contribuir com o aprimoramento e atualização do mapa e das ações prioritárias para a conservação e uso sustentável.

Nesta etapa, são considerados custos, as atividades antrópicas conflitantes com os alvos de conservação da biodiversidade selecionados e indicam áreas com relativa dificuldade em implantar ações de conservação. Os dados reunidos na oficina vão compor a Superfície de Custos, que auxiliará na escolha de áreas com menor conflito para as ações de conservação propostas e igualmente importantes para o alcance das metas de conservação estabelecidas.

Assim como na primeira, a segunda atualização das Áreas Prioritárias para a Biodiversidade da Mata Atlântica será baseada na metodologia de planejamento sistemático para a conservação. O Planejamento Sistemático para a Conservação procura realizar a identificação e seleção de um conjunto de áreas prioritárias para a proteção de diferentes aspectos da biodiversidade – ou alvos de conservação (espécies, habitats, paisagens, processos ecológicos etc.). O objetivo é estabelecer um sistema de áreas que contribua para atingir metas de conservação quantitativas e que se adequem à realidade socioeconômica da região. Esta abordagem seleciona áreas prioritárias levando em conta os critérios ambientais e as variáveis antrópicas que influenciam na conservação da biodiversidade, através do uso de sistemas de suporte à decisão.

Sema - Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura