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Em Nova Iorque, governo do RS participa de Diálogo de Alto Nível entre Brasil, Europa e Estados Unidos sobre Mudanças Climáticas

Reunião com a Cruz Vermelha também marcou o dia de agendas em Nova Iorque

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marjorie com o microfone na mão discursa para uma plateia
"Temos inúmeras oportunidades de inovação e transformação", afirmou Marjorie durante o evento. - Foto: Vanessa Trindade / Ascom Sema

O Governo do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), marcou presença no Diálogo de Alto Nível Brasil–Europa–Estados Unidos sobre Mudanças Climáticas: Garantindo o Sucesso na COP30. O evento, paralelo à Semana do Clima, foi realizado nesta terça-feira (23/9), no escritório do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC), em Nova Iorque.

O encontro reuniu lideranças políticas, especialistas e representantes de fundações internacionais com o objetivo de refletir sobre estratégias para enfrentar os desafios das mudanças climáticas, mitigar riscos e assumir metas mais ousadas para apresentar na Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas no Brasil (COP30), que acontecerá em Belém, no Pará.

Entre os temas discutidos estiveram o alinhamento das NDCs à meta de 1,5°C, a participação dos atores subnacionais na agenda climática e a cooperação internacional, destacando a importância da coordenação entre governos nacionais e subnacionais, além da articulação entre sociedade civil, fundações e o setor privado, como caminho para ampliar impacto e acelerar a transição sustentável.

"Como secretária de Estado e vice-presidente do Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade, tenho escutado as vozes e as demandas dos governos subnacionais, que cada vez mais demonstram sua relevância na agenda climática global. O Rio Grande do Sul já realizou um mapeamento abrangente de suas vulnerabilidades e, com base nisso, está construindo soluções que vão da adaptação até a proteção de comunidades locais. Ao mesmo tempo em que enfrentamos grandes fragilidades, também temos inúmeras oportunidades de inovação e transformação”, afirmou Marjorie durante a sua fala.

As NDCs (do inglês Nationally Determined Contributions – Contribuições Nacionalmente Determinadas) são os compromissos assumidos por cada país no âmbito do Acordo de Paris para reduzir emissões de gases de efeito estufa e se adaptar aos impactos das mudanças climáticas.

Lideranças presentes

O diálogo contou com a participação de nomes de destaque, como Laurence Tubiana, diretora-executiva da Fundação Europeia do Clima; Jonathan Pershing, diretor de programas ambientais da Fundação Hewlett; Ana Toni, CEO da COP30; além de representantes da União Europeia.

A participação do Rio Grande do Sul reforça o papel estratégico do Estado em fóruns internacionais, ampliando sua inserção global e fortalecendo parcerias para acelerar a agenda de descarbonização, adaptação e justiça climática.

Cruz Vermelha

Ainda nesta terça-feira (23/9), o governo do Rio Grande do Sul realizou uma reunião com Nena Stoiljkovic, subsecretária-geral de Diplomacia Humanitária e Digitalização da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC). O encontro, na sede da Cruz Vermelha em Nova Iorque, foi o início do diálogo para possíveis parcerias estratégicas, ampliando a capacidade do Estado em se preparar e responder a emergências.

“O principal desafio do Rio Grande do Sul é construir uma cultura de risco, tornando a população capacitada para a adaptação e reação diante de desastres climáticos. Por isso, é importante termos programas permanentes de capacitação, principalmente para a comunidade, professores e agentes públicos que atuam em momentos de desastre”, afirmou a secretária.

marjorie e a representante da cruz vermelha posam para foto
Reunião foi o início do diálogo para futuras parcerias entre as instituições. - Foto: Vanessa Trindade / Ascom Sema

No caso do Rio Grande do Sul, recentemente marcado por uma catástrofe climática sem precedentes, a possível parceria foi apresentada como um caminho para apoiar o Estado em frentes como prevenção, resposta e recuperação de desastres, fortalecimento da saúde e da educação, e integração de soluções inovadoras de gestão de riscos.

 

Texto: Vanessa Trindade

 

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